Operação da PF investiga desvio de R$ 400 milhões na Caixa

A Polícia Federal cumpre neste momento dez mandados de busca e apreensão na sede da Caixa Econômica Federal, em Brasília - a sede da PF fica do outro lado da rua. De acordo com a PF, as fraudes ocorriam via contratos da área de tecnologia e envolvem servidores do banco. Não há ordens de prisão nem de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento, sendo cumpridas. Parte do montante recebido eram distribuídos por essa consultoria para os demais membros da suposta organização criminosa.

A corporação explicou ainda que estão sendo investigados contratos que somam um valor de aproximadamente R$ 385 milhões.

A suposta quadrilha seria formada por empregados da CEF, como um ex-superintende nacional de TI que ainda trabalha no banco, Jair Vasconcelos Filho, empresários da área de Tecnologia e empresa de consultoria ACS, que pertence ao ex-funcionário do banco Antonio Conceição Souza. Para justificar o acréscimo patrimonial, os empregados da CEF e o sócio administrador da empresa de consultoria celebravam contratos de compra e venda de imóveis, viabilizando assim o branqueamento de capitais.


Os envolvidos responderão na medida de suas responsabilidades pelos crimes de: corrupção ativa, corrupção passiva e pelo tipo penal de integrar organização criminosa.

As empresas de TI repassavam os valores indevidos para a empresa de consultoria por meio de contratos de prestação de serviços, em princípio, inexistentes.

O nome da operação, Backbone, é um termo da área da informática e se refere à espinha dorsal de um sistema de rede de computadores.


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