Qualcomm rejeita oferta hostil de US$ 130 bilhões da rival Broadcom

A companhia de semicondutores fez uma suntuosa oferta de aquisição, oferecendo à fabricante de SoCs US$ 103 bilhões mais o compromisso de assumir sua dívida líquida, o que fecharia o negócio em cerca de US$ 130 bilhões.

De facto, tendo em conta a predominância de ambas as empresas, uma fusão poderia criar um monopólio contraproducente para a inovação e consumidores. A Qualcomm declarou desde logo a sua vontade de permanecer independente e agora o conselho de administração rejeitou a oferta que daria $70 por acção. Caso as empresas fechem o negócio em algum momento no futuro, ele será a maior aquisição da história da indústria da tecnologia, superando os US$ 67 bilhões pagos pela Dell na compra da EMC em 2015.

No entanto, a Qualcomm encontra-se atualmente com alguns problemas financeiros, devido sobretudo à recente aquisição da empresa NXP e também a vários problemas legais com a Apple, o que poderá levar a consideráveis perdas.


Só que a Qualcomm mandou a Broadcom passear.

Mesmo com investidores e analistas do mercado em geral acreditando que a proposta seria rapidamente rejeitada, o presidente da diretoria da Qualcomm, Tom Horton, afirmou em um comunicado oficial que a oferta de compra chegou a ser considerada. Trocando em miúdos, não só a fabricante de chips considerou o valor baixo para o que a Qualcomm realmente considera uma negociação justa, como seu corpo executivo possui sérias preocupações com as implicações antitruste que viriam depois.


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