Crise derruba número de nascimentos no Brasil

Queda de nascimentos foi de 5,1% entre 2016 e o ano anterior, segundo IBGE. Pesquisadores apontam surto de zika como uma das causas.

O número de registros de nascimentos no Brasil foi de 2,79 milhões em 2016, indicando uma queda de 5,1% em relação a 2015, quando houve 2,95 milhões de registros. No ano passado, 166 matrimônios foram registrados, enquanto em 2015, a quantidade foi de 190.

O Amapá foi um dos sete estados brasileiros onde se elevou o número de matrimônios, porém nenhum outro teve aumento expressivo, sendo Mato Grosso o segundo colocado com 6,23%. Já a maior queda ocorreu em Pernambuco, com 10% a menos de nascimentos nesse mesmo período.

A região com menor queda foi a Sul (-3,8%) e com a maior redução foi a Centro-Oeste (-5,6%). Já os divórcios aumentaram em 4,7% em relação a 2015. Pernambuco registrou a maior queda (-10%), seguido por Tocantins (-8%), Sergipe (-7,5%) e Rio Grande do Norte (-7%).

Outra constatação é a idade das mães das crianças registradas.

Apesar do país já ter registrado queda no número de nascimentos em anos anteriores, o percentual de 2016 ficou bem acima. Para Moutinho, a crise econômica que arrasta o Brasil há tempos também pode ter contribuído. O levantamento mostra que no ano passado também houve queda no número de casamentos, ao passo que o de divórcios aumentou. A redução foi observada tanto nos casamentos entre cônjuges de sexos diferentes quanto para os cônjuges do mesmo sexo, com exceção das Regiões Sudeste e Centro-Oeste que apresentaram aumento nos registros de casamento gay.

No Brasil, nas uniões civis entre cônjuges solteiros de sexos diferentes, os homens casam-se, em média, aos 30 anos, e as mulheres, aos 28 anos.

Em média, o homem se divorcia mais velho que a mulher, com 43 anos dele contra 40 dela. A duração média de um casamento no Brasil, levando em conta o tempo entre a data do casamento e a data da sentença ou escritura do divórcio, é de 15 anos.

Segundo o IBGE, também houve um aumento significativo no número de óbitos nos últimos dez anos. O crescimento entre 2006 e 2016 foi de 24,7%, passando de 1,02 milhão de mortes para 1,27 milhão, considerando os registros com informações de sexo e idade da pessoa falecida.

A região Norte teve a maior concentração de nascimentos no grupo de mães de 20 a 24 anos (29,6%). Em 2016, esses índices passaram a ser de 2,4% e 2,9%, respectivamente.

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