Justiça belga adia decisão sobre extradição de Puigdemont

Apesar de o anúncio da decisão do juiz estar marcado para 4 de dezembro, Carles Puigdemont pode manter-se na Bélgica pelo menos até um mês para lá disso, já que pode interpor recurso caso a sua defesa discorde da sentença da justiça belga.

O presidente exonerado do governo catalão, Carles Puigdemont, refugiado na Bélgica, deverá ser o cabeça de lista do seu partido às eleições regionais, depois de ver recusada a sua proposta de repetição de uma coligação com a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC, socialistas), alargada à Candidatura de Unidade Popular (CUP, extrema esquerda).

Embora nem todas as acusações imputadas a ele terem equivalentes no Direito belga, a Promotoria pediu a aplicação do mandato de prisão.

O governo espanhol disse que pretende enviar Puigdemont à prisão de Estremera, perto de Madri, com cela privativa ou com a possibilidade de que ele divida o espaço com um de seus ex-ministros.

O Ministério Público considera que os feitos não constituem corrupção, como é argumentado na ordem europeia, mas que devem ser considerados como de "coalizão de funcionários e malversação por parte de funcionários".


O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, indicou que acatará a decisão da Justiça belga, ao ser questionado sobre se confiava nos juízes deste país. A Espanha busca extraditar os políticos para que eles sejam processados e julgados por rebelião, sedição e desvio de recursos.

Além disso, Michel lembrou que sua posição sobre a crise catalã e o caso de Puigdemont e dos ex-conselheiros na Bélgica já foi dada no Parlamento belga.

Mas segundo os advogados de Serret e Comín, é uma ordem "totalmente atípica".

De acordo com a imprensa espanhola, o número dois dessa mesma lista será o presidente da Assembleia Nacional Catalã - ANC - Jordi Sánchez, que está preso desde o dia 16 de outubro, por suspeitas de crime de sedição no quadro do processo de independência da Catalunha.


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