Professores e governo voltam a reunir-se sob ameaça de novos protestos

Entretanto, depois de aguardarem até ao limite por notícias das negociações, Bloco de Esquerda e PCP entregaram no Parlamento propostas que defendem a posição dos docentes.

O PCP apresenta uma proposta mais genérica, em que pede a contabilização do tempo congelado para todas as carreiras da administração pública.

Os professores retomam as negociações com o Governo esta quinta-feira, mas o dirigente da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, deixa um aviso: as verbas para os professores têm de chegar já no próximo ano ou, caso contrário, o Governo terá de enfrentar uma forte contestação.

Na quarta-feira, dia de greve nacional dos professores, a secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, afirmou no Parlamento que este problema ia ser resolvido, apesar dos avisos do primeiro-ministro, que relembrou que a reposição imediata e total dos anos de congelamento custaria 650 milhões de euros.

Em vez disso, o documento insistia na contagem de sete anos de serviço, desde 2011 - deixando cair cerca de dois anos e meio referentes ao governo de José Sócrates - e também não assumia qualquer limite temporal para que o reposicionamento salarial fosse integralmente concretizado.

O Governo congratulou-se com o acordo alcançado com os sindicatos da educação para a reposição salarial do tempo de serviço congelado e diz que o compromisso assinado traduz "um modelo responsável, financeiramente sustentável". "Os professores foram objeto de uma medida que compreendo que os revolte e que a considerem injusta quando há vários anos se parou o cronómetro que contava o tempo da sua carreira para efeitos de progressão'".

Será na próxima ronda de negociações, com a primeira reunião agendada para o dia 15 de Dezembro, que se vão regulamentar muitas das matérias que constituem as principais reivindicações dos docentes. E no final do encontro foi revelado, num comunicado conjunto das duas governantes, que tinham sido registados avanços negociais que abriam perspetivas a um possível acordo. Mas nesse mesmo dia, enquanto milhares de professores participavam numa manifestação em frente à Assembleia da República, a secretária de Estado adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, garantia à comissão de Educação e Ciência que seria encontrada uma forma de contemplar o tempo de serviço perdido pelos professores, ainda que sem impacto orçamental em 2018.

Segundo Mário Nogueira o Governo não transigiu na questão que para os professores é fundamental, a contagem do tempo de serviço, que os professores exigem e o Governo não quer fazer.


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