Em nota, Alerj comunica afastamento de Jorge Picciani até fevereiro de 2018

Na mesma ação, o MP pede que seja realizada nova sessão, devido ao fechamento das galerias da Alerj durante a votação.

O Ministério Público (MP) do Rio entrou com uma ação na Justiça para anular a sessão da Alerj que determinou a soltura de Picciani, Melo e Albertassi.

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) determinou a prorrogação da prisão temporária de quatro investigados na Operação Cadeia Velha, incluindo Felipe Picciani.

Acusados de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, os deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, foram soltos menos de 24 horas após serem presos pela Polícia Federal na operação "Cadeia Velha", graças aos 39 deputados do Rio que reverteram a decisão da Justiça e revogaram as prisões dos três parlamentares do PMDB.

Na sexta-feira (17), sessão na Alerj decidiu pela libertação do trio. Em nota distribuída neste domingo (19) pela assessoria de imprensa da Alerj, Picciani anuncia que estará afastado de suas funções legislativas até fevereiro do ano que vem.

De acordo com a peça do MP, a ordem judicial "não foi obedecida em claro menosprezo aos princípios da transparência e da publicidade", o que, de acordo com o subprocurador-geral de Justiça de Assuntos Cíveis e Institucionais, Sérgio Roberto Ulhôa Pimentel, e o promotor Carlos Bernardo Alves Aarão Reis, que assinam o documento, atesta que "não há qualquer dúvida de que os atos praticados pelo presidente em exercício da Assembleia são arbitrários e ilegais". Faltou à sessão a desembargadora Simone Schreiber. Veja os deputados que votaram a favor na foto abaixo. "Essas condutas não constituíam fatos isolados, elas se encaixavam em um padrão estabelecido há mais ou menos 30 anos", completou. "Os sujeitos não param, quem sabe as prisões possam pará-los". A medida foi requisitada pelo Ministério Público Federal (MPF).


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