Novo diretor-geral da Polícia Federal toma posse hoje

Em um discurso crítico, o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, reafirmou o combate à corrupção como prioridade da nova gestão da instituição e pontuou que é necessário "iniciar um novo capítulo", deixando de lado "vaidade e sede de poder". Durante sua gestão, a PF ganhou notoriedade internacional no combate a malfeitos na administração pública.

"É nesse espírito de equipe, todos unidos, que buscaremos o combate incansável à corrupção no Brasil e continuará sendo a agenda prioritária da Polícia Federal, tendo como premissa a continuidade de operações especiais, tais como Lava Jato, Cui Bono (e tantas outras)", disse Segóvia, durante cerimônia de transmissão de cargo no Ministério da Justiça.

Fernando Segóvia faz parte do quadro da Polícia federal há 22 anos e já foi superintendente regional no Maranhão e adido policial na África do Sul. Segóvia recebeu formalmente o cargo do ex-comandante da PF, Leandro Daiello, em uma cerimônia realizada na manhã desta segunda-feira (20/11), no Ministério da Justiça, com a presença do presidente Michel Temer (PMDB).

O novo diretor ainda prometeu trabalhar para acabar com o que chamou de infeliz disputa institucional entre as atribuições da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Ele e Eunício são investigados na operação Lava Jato pelo STF, cujas diligências e apurações são conduzidas pela PF. Ao deixar o cargo e se aposentar, ele disse que a carreira de policial não é fácil e acrescentou ter orgulho de ser policial.

Em seu discurso, Segovia também agradeceu Temer e o ministro da Justiça, Torquato Jardim, pela sua nomeação. "É esperado um papel republicano da Polícia Federal, isenção total no processo eleitoral coibindo qualquer tipo de crime, independentemente de partidos políticos, garantindo assim a lisura do processo eleitoral e que a vontade do eleitor prevaleça a qualquer tipo de ação criminosa". Atualmente, nomes ligados ao PMDB estão com processos tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF), a maioria sob responsabilidade do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Suprema Corte.


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