Anthony Garotinho e Rosinha são presos no RJ — Giro pelo Brasil

Suledil Bernardino, ex-secretário de Controle e Orçamento no governo Rosinha Garotinho (PR) foi conduzido para a PF, depois de ser localizado em sua residência, na Rua Raul Abbott Escobar, no Parque Califórnia, por volta das 8 horas.

A PF está fazendo agora de manhã uma operação em Campos dos Goytacazes, no Norte do Estado do Rio. O casal, filiado ao PR, é acusado de integrar uma organização criminosa que atuava arrecadando recursos de forma ilícita com empresários para financiar as campanhas deles e de aliados. A prática de extorsão também é investigada.

A defesa de Anthony disse só se pronunciar após conferir os documentos que levaram ao mandato de prisão do ex-governador do Rio. Todos já foram soltos.

Segundo fontes da Globo na PF, a prisão estaria relacionada com a delação de Ricardo Saud, da JBS. Anthony Garotinho estava no Rio de Janeiro quando foi detido.

Rosinha Garotinho foi levada para a sede da Polícia Federal em Campos dos Goytacaezs, no Norte Fluminense. Entretanto, o juiz determinou a prisão domiciliar do ex-governador, argumentando que ele poderia continuar ameaçando testemunhas ou destruindo provas.

Garotinho sustenta que não cometeu nenhum crime e diz que foi "alertado por um agente penitenciário a respeito de uma reunião entre Sérgio Cabral e Jorge Picciani, durante a primeira prisão do deputado em Benfica". "Na ocasião, o presidente da Alerj teria afirmado que iria dar um tiro na cara de Garotinho", informa a nota da assessoria de imprensa do político.

Ela ressalta que a ordem de prisão dada pelo juiz Glaucenir é para que Garotinho vá com a esposa, Rosinha, para o presídio de Benfica, "justamente onde estão os presos da Lava Jato".

Ele afirmou ainda que a sua prisão de hoje, relacionada à operação, seria "mais um capítulo da perseguição que vem sofrendo desde que denunciou o esquema do governo [de Sérgio] Cabral [PMDB] na Assembleia Legislativa e as irregularidades praticadas pelo desembargador Luiz Zveiter", de acordo com o comunicado, citando o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e presidente do tribunal durante os anos de 2009 e de 2010.


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