Reforma da Previdência deve ser votada ainda este ano — Meirelles

A proposta original sofreu resistência no Congresso e obrigou o governo a fazer alterações, retirando pontos polêmicos.

A proposta que será apresentada deve trazer ainda uma regra de cálculo que permite a aquisição do benefício máximo com 40 anos de contribuição, apesar de a equipe econômica ter defendido fórmula mais dura.

"Precisamos esclarecer à sociedade de que vamos acabar com essa sangria onde os que ganham menos trabalham até os 65 anos e financiam os que ganham perto do teto porque esses trabalham na sua maioria até 54 anos", disse Maia. "É um incentivo para as pessoas trabalharem um pouco mais visando ter aposentadoria melhor", disse. O montante a ser economizado em dez anos seria de pouco menos de R$ 800 bilhões, lembrou Meirelles.

"Segundo nossos cálculos, isso [a economia fiscal se a nova proposta for aprovada] deve dar ao redor de 60%". Ou seja, é um valor substancialmente maior que 50% como vínhamos afirmando. [O que foi aprovado na comissão especial também] vai ser retirado, bem como aqueles benefícios de prestação continuada. Isso é uma referência à equiparação da previdência dos servidores públicos com a dos trabalhadores da iniciativa privada. A expectativa do ministro é que seja possível votar a reforma da Previdência em 6 de dezembro, como sinalizou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).


"A reforma da Previdência não interessa ao governo, mas sim aos brasileiros mais pobres", disse Maia.

"Hoje os 20% que ganham menos da população não conseguem contribuir por 35 anos por não terem carteira assinada".

"Caso a reforma não seja aprovada, em 10 anos 80% do orçamento será ocupado apenas com pagamento da Previdência, até um ponto que todo o país vai pagar impostos apenas para pagar as aposentadorias, sem recursos para saúde, educação e segurança", afirmou.


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