Zimbabué concede imunidade a Mugabe

O ex-vice-presidente Emmerson Mnangagwa deve tomar posse como novo presidente na sexta-feira (24).

Para a organização de Direitos Humanos, o próximo Governo deverá avançar com reformas na área militar e na polícia, que Robert Mugabe "usou como instrumentos de repressão de críticas pacíficas, de organizações independentes e dos media".

O seu próprio partido, a ZANU-FP, tinha emitido um ultimato no domingo para a sua demissão, que terminou ao meio-dia de segunda-feira sem qualquer sinal emitido pelo ainda presidente.

"Para ele [Mugabe] era importante ver ser-lhe garantida segurança para permanecer no país", afirma a referida fonte, que revela que nos planos do ex-presidente não está previsto qualquer exílio fora do Zimbabué.


O deputado Ziyambi Ziyambi, do partido governista Zanu-PF, confirmou a imunidade ao jornal britânico.

Mugabe, até agora o mais velho chefe de Estado do Mundo, enfrentava um processo de destituição baseado em várias acusações, entre as quais a de que teria "permitido à sua mulher usurpar o poder constitucional" ou que estaria demasiado velho para governar.

Em nome da ZANU-PF, Simon Khaya Moyo agradeceu a Mugabe o facto de se ter demitido da presidência do país, mas fazendo questão de sublinhar tudo o que ele fez pela libertação do Zimbabwe e, depois da independência, como primeiro-ministro e presidente.

Robert Mugabe liderava o Zimbabué desde 1980 mas resignou ao seu cargo esta terça-feira depois de os militares terem tomado o controlo do país e terem desencadeado uma acção de protesto contra o presidente. Conhecido como Crocodilo, ele era vice-presidente, mas foi afastado do cargo, o que culminou na crise política que assolou o país. Contudo, a esposa de Robert Mugabe, Grace, que tinha pretensões ao posto mais alto do país, apelou ao marido para ele demitir o seu vice por alegado planejamento de um golpe.


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