Justiça não perdoa Adriana Ancelmo, que volta para trás das grades

Ela ficará na ala feminina para internas de nível superior.

Os procuradores do Núcleo Criminal de Combate à Corrupção do MPF na 2ª Região, que compreende Rio de Janeiro e Espírito Santo, apontaram que a concessão do regime domiciliar durante a prisão preventiva, que está relacionada à investigação e não ao cumprimento de pena, representa "enorme quebra de isonomia" no universo de milhares de mães presas no sistema penitenciário sem igual benefício.

A ex-primeira-dama do Rio de Janeiro foi conduzida por policiais federais para o presídio José Frederico Marques, onde está seu marido, Sérgio Cabral, o ex-governador Anthony Garotinho, a ex-governadora Rosinha Matheus e o presidente licenciado da Alerj, Jorge Picciani. "Por ter um filho de 12 anos, ela tem direito à prisão domiciliar", explicou. Por 3 votos a 2, a Justiça aceitou o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e colocou fim ao benefício da prisão domiciliar. Simone Schreiber e Ivan Athié, que presidiu a sessão, votaram contra, mas a maioria já estava formada.

Adriana Ancelmo já foi condenada a 18 anos na ação penal da Operação Calicute, e responde a outras três ações penais.


A ex-primeira-dama foi presa em 6 de dezembro do ano passado.

Os procuradores sustentaram que o interesse dos filhos menores de Adriana devia ser tão considerado quanto a situação social da família, que conta com babás, professores particulares e orientadores pedagógicos na escola onde estudam.

O MPF defende a prisão preventiva de Adriana sob a argumentação de que a liberdade da ré compromete a garantia da ordem pública e da instrução criminal, uma vez que torna "altamente provável" a continuidade da ocultação de patrimônio obtido ilicitamente por ela e por pessoas próximas. A decisão foi tomada pela 1ª Seção Especializada do tribunal.

A Primeira Turma Especializada do TRF-2 já havia determinado o retorno de Adriana para uma unidade prisional no dia 26 de abril Porém, como a decisão dos desembargadores não foi unânime, ela não foi cumprida na ocasião.


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