Ministro da Cultura recorda "subtil irreverência" de João Ricardo

Desde 2016 que João Ricardo lutava contra um tumor no cérebro, tendo na altura sofrido uma intervenção cirúrgica de urgência. A vida de Ricardo mistura-se com a história da representação em Portugal, tendo sido um dos actores mais respeitados no país. João Ricardo morreu ao final da tarde de ontem.

Em 2015, o ator tinha concedido uma entrevista intimista, em que falou da carreira e da vida familiar.

Na televisão, através da qual se tornou conhecido do grande público, estreou-se em 1989 com uma participação especial na série de televisão "Caixa Alta", da autoria de Tozé Martinho e Manuel Arouca, exibida na RTP.

Ainda na estação pública, participou em "O quadro roubado", "Nós os ricos", "Lelé e Zequinha" e "Cruzamentos". Aqui trabalhou vários anos como actor e director artístico.


"Laços de Sangue", "Mar Salgado", "Rainha das Flores" e "Espelho D'Água", cujo personagem interpretado por João Ricardo, "Mário" sofre um acidente mortal a meio foram as últimas novelas em que participou em exclusividade para a SIC. No cinema fez parte dos elencos dos filmes "A passagem da noite" (2003), de Luís Filipe Rocha, "A costa dos murmúrios" (2004), de Margarida Cardoso, "Os meus espelhos" (2005), de Rui Simões, e ainda "Corrupção" (2007), "A corte do Norte" (2008) e "Filme do Desassossego" (2010), todos de João Botelho.

Teve uma colaboração regular com o Teatroesfera e com o Teatro Nacional D. Maria II, onde encenou Sonho de uma noite de verão (2004) e A ilha encantada (2005), de William Shakespeare.

Esta quinta-feira, João Ricardo deu entrada no Hospital de Santa Maria, onde acabaria por falecer.

Fez também teatro radiofónico e editou em 2013 o livro para a infância "Queres namorar comigo?", em 2013.


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