Indonésia decide retirar 100.000 habitantes da área do vulcão Agung

Autoridades da Indonésia decidiram neste domingo, 26, elevar ao máximo o alerta de erupção do vulcão no Monte Agung, que entrou em atividade na ilha de Bali e que emite uma fumaça cinza há vários dias, podendo explodir a qualquer momento.

A Indonésia também atualizou seu Alerta do Observatório de Vulcões para Aviação para vermelho, o nível mais alto, e disse que o topo da nuvem de cinzas pode atingir mais de seis mil metros.

O diretor do Centro Nacional de Vulcanologia da Indonésia, Gede Suantika, informou que "tremores constantes podem ser sentidos".

"O mais importante é seguir nossas instruções e manter a calma", completou. Previamente, a zona de exclusão em torno do vulcão variava entre 6 e 7,5 quilómetros. Todos os moradores dentro do perímetro receberam ordem de deixar a região.

"Os flashes de fogo são cada vez mais visíveis durante a noite. Isto indica que estão reunidas as condições para uma erupção mais forte iminente".

As localidades próximas ao vulcão estão cobertas por cinza procedente do monte Agung e as autoridades distribuíram milhares de máscaras de proteção entre a população.


O aeroporto da ilha de Lombok, outro destino turístico, ao leste de Bali, também foi fechado no domingo à tarde em consequência das cinzas arrastadas pelo vento. Como alternativa, embora insuficiente, o departamento de transporte terrestre disponibilizou nesta segunda-feira 100 autocarros para o aeroporto e para os terminais marítimos, em socorro dos milhares de turistas que estão sem solução, afirma a agência Lusa.

No fim de outubro, a situação se acalmou e muitos moradores voltaram para suas casas.

Na altura morreram mais de mil pessoas.

As imagens do local mostram grandes colunas de fumo a saírem da cratera do Agung, cuja última erupção se registou há 54 anos, em 1963, ano em que fez 1600 mortos.

O Anel de Fogo do Pacífico alberga mais de 400 vulcões, dos quais pelo menos 129 continuam activos.


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