Argentina faz 'missão final' para tentar encontrar submarino

"Entrada de água do mar através do sistema de ventilação no tanque de baterias №3 causou curto-circuito e começo de incêndio em uma bandeja de baterias. Sem novidades de pessoal, manterei informado", revelou a tripulação, na derradeira mensagem, até ser perdido o rasto do submarino. Foi emitida às 8h52 (9h52 de Brasília) dessa mesma manhã, assinada pelo comandante da Força de Submarino e dirigida ao Comando de Treinamento.

A última mensagem por radiofrequência foi confirmada pelo porta-voz da Armada da Argentina, Enrique Balbi, que afirmou que o princípio de incêndios "terá sido fumo sem chamas, que foi resolvido, desligada a bateria e o submarino continuou a navegar com outro circuito e propulsão de popa".

Enrique Balbi explicou que nessa altura foi dada imediatamente ordem aos tripulantes para regressarem à base em Mar del Plata, situada a 400 quilómetros a sul de Buenos Aires, desconhecendo-se o motivo pelo qual não responderam ou não conseguiram seguir a recomendação.


A Armada argentina (Marinha de Guerra) havia informado que o submarino reportara uma avaria nas baterias, mas que o problema havia sido corrigido. Segundo as últimas informações divulgadas pela Marinha da Argentina, terá entrado água no submarino, que provocou um curto-circuito e uma eventual explosão. Mas os marinheiros repetiram na segunda-feira a frase que os jornalistas escutam desde o primeiro dia: "Infelizmente, não há rastros do submarino". A bordo se encontravam 44 tripulantes.

Doze dias após o desaparecimento da embarcação, a Marinha argentina assegura que ainda resta alguma possibilidade de encontrar a tripulação viva. Muitas delas penetram na opinião pública e sobrevivem ao efêmero da mensagem, por mais disparatadas que sejam.

O San Juan - com capacidade para descer até 600 metros de profundidade - pode navegar ininterruptamente entre sete e dez dias debaixo de água, acabando-se depois a reserva de oxigénio, o que aumenta o receio dos familiares dos 44 tripulantes do submarino desaparecido há quase duas semanas.


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