PF conclui inquérito de bunker de Geddel e vê indício de lavagem

O inquérito da Polícia Federal sobre as malas com R$ 51 milhões encontradas em um apartamento em Salvador, que funcionaria como um "bunker" para Geddel Vieira Lima, aponta que há indícios de crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa cometidos não só pelo ex-ministro, como também pelo seu irmão, deputado Lúcio Vieira Lima, pela sua mãe, Marluce Vieira Lima, pelo ex-assessor de Lúcio, Job Ribeiro, e por Gustavo Ferraz, aliado de Geddel.

O ex-funcionário de Lúcio Vieira Lima está tentando fechar delação premiada com o Ministério Público e já se colocou à disposição para entregar o que sabe sobre o episódio dos R$ 51 milhões. Ele também não vai mais precisar usar tornozeleira eletrônica.

Nesta terça-feira (28), Fachin atendeu a um pedido da defesa de Job.

"Na decisão, o ministro disse que "como bem ressalta" a PGR, "não há qualquer evidência concreta" de que Job pretenda se furtar à correta aplicação da Lei Penal ou prejudicar o esclarecimento dos fatos em apuração".

"No curso das apurações, além de ter depositado a fiança no patamar reajustado, admitiu seu envolvimento nos fatos e colaborou espontaneamente com a atividade persecutória, descortinando possíveis linhas investigativas". Em outubro, Fachin já havia enviado ele para prisão domiciliar.

Além de Geddel e Lúcio, também são investigados o deputado Job Ribeiro, Gustavo Ferraz e Marluce Vieira Lima, mãe de Geddel e Lúcio. Classificando a detenção como "desnecessária" e "inadequada", Fachin também afirmou que a medida impede o ex-assessor "de buscar ocupação remunerada e possibilitar seu próprio sustento e o de sua família".

Na procuradoria, a conclusão é que há elementos suficientes para se fazer a acusação formal contra a família Vieira Lima.

A polêmica envolvendo a família Vieira Lima parece que está longe de acabar.


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