Criminoso de guerra croata morre após ingerir veneno no Tribunal Penal Internacional

O ex-alto responsável das forças croatas da Bósnia morreu em um hospital de Haia depois de ter ingerido veneno na sala de audiência do Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII) em Haia. "Eu acabei de beber veneno".

Antigo líder político da República Sérvio-Bósnia, Rodovan foi preso em 2008 e condenado a 40 anos de prisão por crimes em Sarajevo e Srebrenica.

O primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenkovic, confirmou nesta tarde a morte do general croata Slobodan Praljak, oferecendo condolências à família do criminoso de guerra, que cometeu suicídio nesta quarta-feira na cidade de Haia, na Holanda. A audiência foi suspensa e ele foi levado às pressas para um hospital local, mas não resistiu.

O tribunal apresentava hoje o resultado do recurso apresentado por Slobodan Praljak e outros cinco ex-dirigentes e chefes militares dos croatas da Bósnia, condenados em 2013 por perseguirem, expulsarem e assassinarem muçulmanos, entre 1992 e 1994.

Com isso a sala foi interditada e o caso está sendo investigado.

Como ex-comandante militar, Praljak foi condenado por não atuar para conter o cerco e a matança de civis e, especificamente por ordenar a destruição da ponte de Mostar - uma construção histórica -, em 1993, causando "danos desproporcionais para a população civil muçulmana", segundo os juízes. Paramédicos entraram no tribunal e socorreram o ex-general.

Antes de participar da guerra, entretanto, o Slobodan Praljak se formou em Filosofia e em Cinema e chegou a trabalhar como cineasta. Em 1991, no entanto, ele se alistou voluntariamente no exército croata, logo no início do conflito, e liderou uma unidade militar formada em especial por intelectuais.

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