O Agung está pelas costuras e há 60 mil pessoas em risco

"O mais importante é seguir nossas instruções e manter a calma", completou. O Centro Geológico e Vulcanologia da Indonésia (PVMBG), que está a usar drones, imagens por satélite e outros equipamentos, avançou ontem ser difícil fazer previsões, pois não existem registos da erupção de há 54 anos - em 1963, cerca de 1600 pessoas morreram e várias aldeias foram destruídas devido ao Agung.

Estima-se que mais de 100 mil pessoas foram obrigadas a deixar o local por conta da situação de emergência.

"As projeções contínuas de cinzas às vezes são acompanhadas de erupções explosivas e um leve estrondo sonoro", indicou no Facebook a Agência Nacional de Gestão de Catástrofes.

Os números do turismo em determinadas zonas de Bali estão a descer desde setembro, quando os tremores vulcânicos do Agung começaram a aumentar e o nível de alerta passou para 4 (o máximo), tendo depois diminuído em outubro, altura em que a atividade sísmica acalmou.

Segundo as autoridades indonésias, o aeroporto da ilha vizinha de Lombok foi reaberto, após ter estado encerrado na segunda-feira.

Desde sábado que o monte Agung está a deitar para o céu uma coluna de cinzas, o que deixou a ilha sob alerta. Cem mil pessoas estão sob ordem de retirada, mas apenas 40 mil fugiram, para já, do possível caminho da lava e de nuvens de piroclastos que podem chegar a temperaturas de centenas de graus centígrados.

As autoridades também ampliaram em mais 10 quilômetros o perímetro de segurança em torno do vulcão, que continua expelindo uma espessa nuvem de fumaça escura de mais de três mil metros.

Dezenas de hindus participaram no domingo em cerimônias de oração perto do vulcão, com a esperança de impedir uma erupção. A Indonésia está em uma região conhecida como "Anel de Fogo do Pacífico".


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