Autoeuropa. Trabalhadores apostam em novo acordo com a administração

Mais de 63% dos trabalhadores da Autoeuropa rejeitaram o segundo pré-acordo sobre os horários de trabalho na fábrica de automóveis de Palmela, no referendo realizado quarta-feira, com 3 145 votos contra o pré-acordo (63,22%) e 1 749 votos favoráveis. Dos 5726 trabalhadores que podiam votar, fizeram-no 4975 (com 13% de abstenção), dos quais 63,2% (3145 trabalhadores) optaram por rejeitar o pré-acordo. "A Comissão pretende recomeçar o processo negocial com o objetivo de alcançar um entendimento".

Os trabalhadores da Autoeuropa rejeitaram um segundo pré-acordo sobre os horários de trabalho a partir de 2018. O pré-acordo previa ainda, sublinhava a CT antes da votação, a contratação no ano que vem "de cerca de mais 400 colaboradores de modo a ser possível a introdução da 4.ª equipa de trabalho".

O titular da pasta do Trabalho recusou também fazer leituras políticas deste chumbo: "sabemos que da eleição resultou uma comissão muito plural, com listas apoiadas por sindicatos e que têm assento na comissão de trabalhadores". Apesar de ser menos penalizador que o anterior pré-acordo, os trabalhadores continuam a bater-se por uma proposta que não legitime a imposição do trabalho obrigatório ao sábado e salvaguarde o pagamento do trabalho extraordinário em conformidade com os valores actuais.

"A laboração contínua tem um impacto na vida das pessoas diferente daquele horário que temos hoje em dia".

Autoeuropa. Trabalhadores apostam em novo acordo com a administração
Autoeuropa. Trabalhadores apostam em novo acordo com a administração

Não deixou de sublinhar, no entanto, que o grupo foi "apanhado de surpresa" pela contestação dos trabalhadores, recordando a estabilidade laboral que tinha marcado a fábrica de Palmela até aqui.

Em Junho, além do contributo das exportações de serviços, o Banco de Portugal destacava que as vendas ao exterior iriam ainda beneficiar "no final de 2017 e ao longo de 2018, do aumento previsto da capacidade produtiva de uma unidade industrial do sector automóvel", ou seja, da Autoeuropa.

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, considera que com este impasse "não está em causa a existência da empresa".



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