PF vê indícios de que Aécio Neves usou celulares de laranjas

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) está na mira da Polícia Federal (PF) após indícios de que ele utilizava celulares em nome de outras pessoas para realizar ligações.

À reportagem, o advogado Alberto Toron, responsável pela defesa de Aécio, afirmou que não poderia comentar as conclusões do relatório da PF porque não teve acesso ao documento.

A apreensão dos aparelhos aconteceu, em 18 de maio, enquanto a PF fazia buscas no apartamento do senador no Rio de Janeiro.

Entre as dezenas de itens recolhidos pelos policiais no imóvel, estavam um celular Nokia e outro LG.

A Polícia Federal solicitou os dados às operadoras TIM e VIVO para identificar quem eram os proprietários das linhas. Os telefones pré-pagos estavam registrados em nome de duas pessoas diferentes: Laércio de Oliveira, agricultor de café em fazendas do interior de Minas; e Mitil Ilchaer Silva Durao, montador de andaimes do Espírito Santo.

Ainda segundo informações do G1, a perícia ressaltou que Laércio de Oliveira "é uma pessoa simples, agricultor de café que, em tese, não pertence ao convívio social" de Aécio, sugerindo que, por esse motivo, os dados pessoais do agricultor podem "ter sido usados para habilitação da linha sem o seu consentimento".

De acordo com os peritos, um dos aparelhos já havia sido registrado em nome de pessoas que tinham vínculos empregatícios com a irmã de Aécio, a jornalista Andréa Neves: Valquiria Julia da Silva, empregada doméstica de Andréa desde 2009; e Agnaldo Soares, motorista da irmã de Aécio no ano passado.

Junto com os celulares a PF também apreendeu obras de artes, entre elas uma tela pintada pelo artista Cândido Portinari e uma escultura.


Popular

CONNECT