Ex-governador de Alagoas pegou R$ 2 mi em propinas, diz investigação

A operação denominada "Caríbdes" investiga crimes de fraude a licitação, desvio de verbas públicas (peculato), corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, todos relacionados à obra do Canal do Sertão alagoano, mais especificamente os trechos 3 e 4, ambos licitados pelo Governo do Estado de Alagoas (Secretaria de Infraestrutura) na gestão anterior, ilícitos estes ocorridos entre 2009 e 2014. Dentre os investigados encontram-se o Governador e o Secretário de Infraestrutura do Estado de Alagoas à época dos fatos, além de outros indivíduos ligados às citadas empresas e órgãos públicos. Os mandados foram feitos a pedido da 2ª Vara Federal de Alagoas. No estado, estão sendo cumpridos na casa do ex-governador, em Maceió, no bairro da Ponta Verde, e do ex-secretário Marco Fireman, no condomínio Laguna, em Marechal Deodoro.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram nesta quinta-feira (30) a Operação Caribdis, com o objetivo de investigar irregularidades na contratação de obras do Canal do Sertão, em Alagoas. A PF foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a utilizar também provas obtidas por meio de delações premiadas feitas por pessoas ligadas à construtora Odebrecht. A obra tem como finalidade minimizar os efeitos da seca e promover o desenvolvimento socioeconômico das regiões do semiárido. O Tribunal de Contas da União (TCU) também detectou indícios de sobrepreço em contrato firmado com a empresa no valor de R$ 33.931.699,46.

Todo o material colhido será encaminhado à Superintendência da PF em Alagoas, onde será analisado. A soma das penas máximas atribuídas aos delitos invstigados pode chegar a 46 anos de prisão.


Ainda de acordo com a PF, também está sendo investigada a existência de acordo de divisão de lotes de obras da construtora OAS.

Os detalhes da operação serão apresentados em entrevista coletiva na manhã desta quinta, na sede da PF em Maceió.


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