Flynn assume culpa sobre Rússia, parece pronto a testemunhar contra Trump

Na tarde desta sexta-feira, a rede de TV americana ABC relatou que o ex-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca Michael Flynn, planeja testemunhar contra Trump no âmbito das investigações da suposta interferência russa na eleição presidencial americana.

O genro e principal conselheiro do Presidente dos Estados Unidos, Jared Kushner, foi questionado este mês pela equipa do procurador especial Robert Mueller, que está a investigar as suspeitas de conluio entre a campanha de Donald Trump e o Governo da Rússia.

Em nota nesta sexta (1º), Flynn afirmou que tomou a decisão de cooperar "pelo melhor interesse da sua família e do seu país" e que assume a "total responsabilidade" por suas ações.

O general disse que foi "extraordinariamente doloroso" enfrentar durante vários meses a acusação de traição e disse que "essas falsas acusações são contrárias a tudo o que fez e defende".

"Mas reconheço que as ações que admito hoje no tribunal foram equivocadas e, pela minha fé em Deus, estou trabalhando para fazer o que é correto", alegou.

Flynn, de 58 anos, foi acusado de prestar "falso testemunho em um assunto sob jurisdição de um setor do Poder Executivo do governo dos Estados Unidos", informou o Departamento de Justiça em um breve comunicado oficial.


A investigação desenvolvida pelo procurador especial Robert Mueller prende-se com a alegada interferência russa nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016 e o possível envolvimento de outros altos funcionários da Administração Trump no caso.

Apesar de não haver nenhuma indicação de que a conversa entre os investigadores e Jared Kushner passou pelas suspeitas que recaem sobre o genro de Donald Trump, é sabido que a equipa de Robert Mueller também está a tentar perceber se Kushner obstruiu a Justiça no caso do despedimento do director do FBI James Comey.

Estas declarações de Ty Cobb são uma tentativa de distanciar as investigações, que tem como alvo o general reformado Michael Flynn, da Casa Branca.

Michael Flynn foi conselheiro de segurança nacional de Trump durante 24 dias em janeiro e fevereiro, quando o Presidente o demitiu por ocultar ao vice-presidente, Mike Pence, os seus contactos com o embaixador russo em Washington, Sergey Kislyak.

As suspeitas sobre os contatos entre a equipe de Trump e a Rússia durante a campanha e imediatamente depois de sua vitória eleitoral provocaram verdadeiros terremotos políticos no novo governo.

Ao invés de fazer que as investigações deixassem Flynn em paz, Comey denunciou seus assessores imediatos, o que foi considerado como uma pressão indevida por parte da Casa Branca, e isso selou seu próprio destino. Em março, Trump havia classificado as investigações de "caça às bruxas" e negou qualquer complô com os russos.


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