Mantém-se retórica de guerra entre EUA e Coreia do Norte

As forças dos EUA e da Coreia do Sul dizem que os dois países vão despachar um total de 230 aviões de guerra- o maior número já registrado.

A Coreia do Norte classificou como "belicistas" Estados Unidos e Coreia do Sul na véspera do início de suas manobras aéreas conjuntas mais importantes até agora.

No exercício que contará com a participação de bombardeiros e caças modelo F-22 e F35, uma simulação de ataque contra a bases nucleares falsas da Coreia do Norte serão atingidas.

A Coreia do Norte anunciou na semana passada que agora pode atingir o continente americano com uma ogiva, após o teste de um novo míssil balístico intercontinental.

Apesar de a manobra já haver sido planejada antes do míssil lançado pela Coreia do Norte na última quarta-feira, o Pentágono não costuma enviar tantos aviões.

A chancelaria do país acredita que, ao instalar armamentos nucleares estratégicos na região, os EUA "não param de realizar provocações em uma grande escala sem precedentes e fazem com que a situação na península coreana se torne cada vez mais tensa e perigosa".

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, na entrevista para a cadeia bielorrussa STV disse que, em uma guerra na península coreana, as primeiras vítimas seriam o Japão e a Coreia do Sul.

Lavrov disse que a Rússia aplica letra por letra às sanções do Conselho de Segurança da ONU que limitam severamente as oportunidades de Pyongyang para importação e exportação sobre a Coreia do Norte.

"Há maneiras de lidar com esse problema fora de um conflito armado, mas é uma corrida que se aproxima cada vez mais [do seu propósito], não resta muito tempo", sublinhou o assessor de Trump.


Popular

CONNECT