Rebeldes dizem ter matado ex-presidente do Iêmen em ataque

Os rebeldes Houthis do Iémen anunciaram, esta segunda-feira, a morte do ex-Presidente, seu antigo aliado com quem entraram recentemente em conflito, durante combates na capital, Sanaa. Imagens obtidas pela emissora americana CNN mostram o que aparenta ser o corpo do ex-presidente, enrolado em um lençol, sendo carregado pelas ruas.

O Ministério do Interior do Iêmen, controlado pelos houthis, anunciou a morte do ex-ditador e o chamou de "o líder da traição". A televisão Al Arabiya está a avançar a notícia e o partido do próprio Saleh - o Congresso Geral do Povo - também já confirmou a morte do seu líder, à agência Reuters.

Fotos e vídeos, aparentemente feitos por rebeldes, circulavam nas redes sociais, mostrando o que parece ser o ex-presidente, aparentemente sem vida, com um corte profundo na cabeça.

O ex-presidente de 75 anos morreu após ser atingido por combatentes huthis em sua casa, que fica em Hadda, distrito ao sul da capital.

Ele constatou que a residência foi muito danificada pelos combates.

Ele renunciou à presidência do Iêmen em 2012, após intensos protestos populares contra seu governo, alimentados pela Primavera Árabe.

Os rebeldes houthis tomaram a capital do Iêmen, Sanaa, e decretaram o "fim da crise", de acordo com a imprensa local.

Até quarta-feira da semana passada, os rebeldes houthis tinham sido seus aliados contra o atual presidente do Iémen, Abdrabbuh Mansour Hadi, que é reconhecido pela comunidade internacional mas não por toda a população. A Cruz Vermelha indica que o último balanço aponta para pelo menos 125 mortos e 238 feridos. Em 2014, fez uma aliança com o grupo que tomou a capital, Sanaa, e que acabou por se virar contra ele. A Arábia Saudita, que é aliada do presidente Hadi, faz ataques aéreos contra os rebeldes houthis.


Popular

CONNECT