PGR divulga termos da denúncia contra ex-ministro Geddel Vieira Lima

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-ministro do governo Michel Temer, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e o irmão dele, deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) pelos crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A denúncia diz o seguinte: "a partir do ano de 2010 e comprovadamente até 05/09/2017, Geddel Quadros Vieira Lima, Lúcio Quadros Vieira Lima e Marluce Vieira Lima associaram-se em Salvador para cometer crimes de ocultação de origem, localização, disposição, movimentação e a propriedade de cifras milionárias de dinheiro vivo".

O apartamento em Salvador aonde foram encontrados os R$ 51 milhões pertence ao empresário Silvio Antonio Cabral Silveira, que admitiu às autoridades que emprestou o imóvel a Lúcio Vieira Lima, a pretexto de guardar bens do pai do peemedebista, já falecido.

"Não é crível que uma pessoa dispusesse da absurda quantia se não houvesse o propósito de ocultar a sua existência; nem que duas figuras públicas com a inteligência do parlamentar Lúcio Vieira Lima e seu irmão Geddel, além de sua mãe, deixassem de auferir rendas se este valor estivesse devidamente declarado e formalmente inserido no sistema financeiro nacional e destacou a obrigatoriedade legal, moral e de transparência que esses representantes do povo tem de manter suas contas e finanças". A investigação está relacionada à apreensão, pela Polícia Federal, de 51 milhões de reais em dinheiro vivo em um apartamento em Salvador. Segundo a procuradora-geral da República, o deputado continua a tentar manipular provas e obstruir as investigações.

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, é quem vai decidir se o ex-ministro de Temer se torna réu ou não.

O tema chegou ao plenário do STF após a Primeira Turma da Corte ter imposto o recolhimento noturno contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), mesma medida agora solicitada por Dodge contra Lúcio Vieira Lima. O ex-ministro foi preso no dia 8 de setembro, três dias depois da operação policial. Os valores apreendidos foram depositados em conta judicial.

Agora a PGR quer abrir um novo inquérito para apurar se a família Vieira Lima teria se apropriado do salário de assessores e secretários parlamentares vinculados ao gabinete de Lucio Vieira Lima.


Popular

CONNECT