Datafolha: rejeição ao Congresso chega a recorde de 60%

Uma pesquisa Datafolha revelou que a rejeição dos brasileiros ao trabalho do Congresso Nacional atingiu um novo recorde. Outros 31% dos entrevistados consideram o desempenho regular.

O momento que mais se aproximou do atual ocorreu em 1993, último ano da hiperinflação e data do estouro do escândalo dos anões do orçamento, grupo de congressistas acusados de desviar recursos públicos para os próprios bolsos.

O novo resultado apresenta oscilação de dois pontos percentuais em relação aos índices observados nos últimos dois levantamentos do instituto em dezembro de 2016 e abril de 2017, quando foi registrada rejeição de 58% e aprovação de 7%, no recorde anterior.

Historicamente, o índice de pessoas que acha o trabalho do Congresso ruim ou péssimo supera o daquelas que o consideram ótimo ou bom.

A única vez em que o instituto apontou avaliação positiva, nos últimos 25 anos. foi em dezembro de 2003, quando começou a primeira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva no Planalto (2003-2010).

O levantamento indica que a reprovação ao trabalho de deputados e senadores alcança números ainda maiores em segmentos específicos.

O levantamento, que contou com a participação de 2.765 pessoas, foi feito entre os dias 29 e 30 de novembro, cerca de um mês depois da votação na Câmara dos Deputados que barrou a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Entre os eleitores do candidato à presidência Jair Bolsonaro, 68% reprovam a atuação do Congresso.

Uma avaliação um pouco menos negativa do trabalho no Congresso é observada entre aqueles com ensino fundamental (52%), os de religião evangélica pentecostal (51%) e os que têm o PMDB como partido de preferência (42%) ou avaliam positivamente o governo Temer (37%).


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