Indústria cresce 5,3% em outubro, maior taxa desde abril de 2013

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (5) os resultados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física - Brasil, que evidenciou um crescimento de 0,2% na indústria nacional em outubro, frente ao mês anterior e na série com ajuste sazonal.

Em relação a setembro deste ano, o crescimento da indústria brasileira foi impulsionado pelo fabrico de remédios e registou uma subida de 0,2%. Já o acumulado nos últimos doze meses avançou 1,5%. Em agosto a alta foi de 11,9%, em setembro mais 9,6% e no mês de outubro 17,8% - a maior alta registrada nesta base de comparação (mês sobre o mesmo mês do ano anterior) desde 2006. Mesmo assim, já é melhor do que no ano passado, quando essa distância chegou a ser superior a 20% - explicou o coordenador do IBGE.

No confronto com setembro, houve alta em 15 dos 24 ramos pesquisados.

Entre os nove ramos que reduziram a produção no mês, os produtos alimentícios (-5,7%) foram os que mais impactaram negativamente a alta da indústria. Bens de capital foi influenciado pelos produtos automotores e para construção, ambos para exportação.

"Tem uma queda importante do item açúcar na passagem de setembro para outubro".

Com relação ao resultado na comparação com o mesmo mês de 2016, houve resultados positivos disseminados entre as quatro grandes categorias, em 22 dos 26 ramos pesquisados e em 61 dos 79 grupos. Foi o melhor resultado do índice desde abril de 2013 (66,7%) e o melhor para o mês de outubro ao longo da série histórica iniciada em 2013.

O aumento na fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (27,4%) exerceu a maior influência positiva sobre a média da indústria, impulsionada por automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões, veículos para transporte de mercadorias e autopeças.

No geral, a melhora da indústria está mais disseminada.

A produção industrial avançou 5,3% em outubro frente ao mesmo mês do ano passado. Esse é um indicativo do investimento na economia, que já havia crescido no PIB do terceiro trimestre. Analistas avaliaram o número como positivo, porque o crescimento foi generalizado e com alta nos investimentos. Assim, o acumulado do ano teve alta de 1,9%. Para 2018, a expectativa é de crescimento de 2,9%. Segundo o mais recente boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, analistas do mercado financeiro projetam avanço de 2% em 2017.


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