Morreu Johnny Hallyday, 'o pai' do rock francês

Hallyday faleceu de complicações de um câncer de pulmão.

Batizado Jean-Philippe Léo Smet, o músico nasceu em Paris, na França ocupada de 1943. Meu marido já não está mais aqui.

"Até o útlimo momento, se manteve firme diante desta enfermidade que o consumia há meses, dando a todos nós lições de vida extraordinárias", acrescentou a mulher do cantor. "Ele deixou-nos esta noite como venceu tudo ao longo da sua vida, com coragem e dignidade", lê-se na nota. As esperanças eram pequenas desde que o artista foi internado há um mês em um hospital com insuficiência respiratória. Gravou cerca de 40 álbuns, vendeu 100 millhões de discos e participou também no cinema. Apesar do aspecto debilitado em consequência da quimioterapia nos primeiros shows, o cantor pareceu ganhar força com a energia do público.

Sua última aparição em um palco ocorreu recentemente, durante uma apresentação com o Les Vieilles Canailles, junto aos seus amigos Jacques Dutronc e Eddy Mitchell. Após 57 anos de carreira, o artista permanecia na ativa e estava trabalhando em um novo álbum.

Johnny Hallyday tinha cancro do pulmão, doença que anunciou publicamente em março, e repetidos sustos de saúde que marcaram os noticiários em França, mas não abandonou os palcos, com atuações recentes incluindo no verão passado.

Desde sua primeira canção gravada em 1960, "T'aimer follement", o roqueiro teve uma série de hits, como "Souvenirs souvenirs", "Le Pénitencier", "Noir c'est noir", "Retiens la nuit", "Que je t'aime", "Gabrielle" e "Ma gueule", entre outros.

Uma lenda viva para alguns e um personagem irritante para outros. "Sou um simples homem", afirmou Johnny Hallyday, numa entrevista à France 3 em 2006.


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