Movimento 'MeToo' é Personalidade do Ano de 2017 da 'Time'

A revista Time escolheu nesta quarta-feira os "Silence Breakers", pessoas que romperam o silêncio sobre as agressões sexuais ocorridas em vários setores da sociedade, nos Estados Unidos, como Personalidade do Ano."The Silence Breakers" são um vasto grupo de pessoas, em sua maioria mulheres, que denunciou as agressões sexuais cometidas pelo megaprodutor hollywoodiano Harvey Weinstein, e outros que seguiram seu exemplo compartilhando histórias de abuso com a hashtag #MeToo.

Grande parte dessas denúncias foram feitas no âmbito do movimento #MeToo, que surgiu após as dezenas de acusações feitas contra o produtor de cinema Harvey Weinstein.

Na capa onde habitualmente surge a pessoa mais influente do ano, pelos melhores ou piores motivos, surgem agora cinco mulheres: Ashley Judd, Susan Fowler, Adama Iwu, Taylor Swift e Isabel Pascual, que confessaram terem sido vítimas de assédio sexual.

Também este ano a hashtag Me Too inundou as redes sociais como forma de mostrar ao mundo a dimensão do problema e de como este afeta milhares de pessoas (homens e mulheres) no mundo inteiro.

Entre os acusados de assédio e abusos sexuais, mas também de má conduta sexual, estão atores como Kevin Spacey e Dustin Hoffman, o ex-presidente da Amazon Studios Roy Price, os realizadores Brett Ratner e James Toback, os jornalistas Charlie Rose, Glenn Thrush e Matt Lauer, o fotógrafo Terry Richardson e o comediante norte-americano Louis C.K. Podem trabalhar nos campos da Califórnia, na recepção no Hotel Plaza de Nova York ou no Parlamento Europeu.

"As mulheres e homens que quebraram o seu silêncio chegam-nos de todas as classes sociais, todas as profissões e todos os cantos do globo". Da lista fazem parte também outros artistas, empregados de restaurante, cantores e compositores, senadores, funcionários de hospitais, entre outros.

"É a mudança social mais rápida a que assistimos em décadas", disse Edward Felsenthal, quando hoje anunciou a escolha de "Personalidade do Ano", deixando para trás figuras como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Presidente da China, Xi Jinping, e o jogador norte-americano Colin Kaepernick. "Mas agora têm uma voz", justificou ainda o editor da revista.


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