Oito detidos no caso do homicídio da jornalista dos Panama Papers

A justiça de Malta acusou esta terça-feira, formalmente, três homens pela morte da jornalista Daphne Caruana Galizia, que investigava casos de corrupção. Mais tarde, ele publicou em seu Twitter que outras duas pessoas estão sob custódia.

O primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat (sem ligações de parentesco ao suspeito com o mesmo apelido), disse que a polícia já conhecia alguns dos dez suspeitos detidos há dois dias e que parte deles têm cadastros criminais. Três desses homens - os irmãos George e Alfred Degiorgio, a par de Vincent Muscat - foram entretanto acusados pelo homicídio de Galizia, bem como de posse de armas e de material para construir bombas. A polícia tem 48 horas para questionar os suspeitos, indiciá-los ou soltá-los. O filho de Daphne, Matthew, falou ao The Guardian que sua família se "encontrava no escuro" sobre as prisões.

Os familiares cedo ativaram os mecanismos legais contra a polícia da ilha, questionando a independência dos agentes, já que o responsável pelas operações é casado com uma ministra envolvida nos casos noticiados pela jornalista. Segundo a família, poderia ocorrer um conflito de interesse na investigação oficial.


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