STJ recebe denúncia e governador de Minas se torna réu por corrupção

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) informou nesta quarta-feira (6), ter aceitado a denúncia do Ministério Público Federal contra o governador.

Pimentel irá responder o processo sem se afastar do cargo.

Também se tornaram réus nesta quarta-feira: Eduardo Serrano, chefe de gabinete no MDIC;Pedro Medeiros, apontado como intermediador dos recursos destinados ao governador; Benedito de Oliveira, empresário próximo de Pimentel;Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht; João Nogueira, diretor da construtora.

De acordo com o MPF, a empresa buscava a obtenção de seguro-garantia para essas obras junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Naquela época, ele era ministro e chefiava o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e a Câmara de Comércio Exterior (Camex). Outro processo refere-se à aprovação de um financiamento para obras de transporte público em Moçambique. Fernandes acompanhou o relator, rejeitando os pedidos de nulidade apresentados pelas defesas. Os advogados de Pimentel alegaram que o governador era o alvo desde o início da investigação mas não havia autorização para investigá-lo, o que deveria levar à anulação das operações policiais realizadas.

A análise do caso começou na semana passada, com o voto do relator, ministro Herman Benjamin, que foi seguido pelo ministro Jorge Mussi. "Já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um Acordo de Leniência com as autoridades do Brasil, Estados Unidos, Suíça, República Dominicana, Equador e Panamá, e está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas".

Após a decisão do STJ, o advogado de Pimentel, Eugênio Pacelli, divulgou nota (leia a íntegra mais abaixo) na qual disse que algumas "verdades" ainda desconhecidas pelo tribunal e pela Operação Acrônimo "alteram profundamente" os rumos da operação e, por isso, a denúncia foi recebida.


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