Desmantelado plano terrorista para matar Theresa May

A seriedade do plano levou o diretor-geral do serviço de segurança interna britânico (MI5), Andrew Parker, a informar o Governo de Theresa May sob o caso que estaria em curso.

Husnain Rashid, um britânico de 31 anos preso em 22 de novembro, é acusado de publicar no programa criptografado Telegram informações que poderiam ser usadas para realizar ataques contra alvos potenciais, como estádios, mas também contra o pequeno príncipe George, de 4 anos, de quem compartilhou uma foto e o endereço da escola.

Os suspeitos foram identificados na semana passada como Naa'imur Zakariyah Rahman, de 20 anos, da zona norte de Londres, e Mohammed Aqib Imran, de anos 21, da cidade de Birmingham. Após algumas semanas de investigação, a polícia concluiu que os dois jovens estariam a conspirar para atacar Theresa May na sua residência oficial, em Downing Street. Também é suspeito de tentar se juntar ao EI, tentando obter um passaporte falso para viajar para a Líbia. Ambos foram acusados de terrorismo pelas autoridades locais.

Com cabelos curtos e barba, Mohammed Aqib Imran disse que era "britânico paquistanês".

A polícia, por sua vez, se limitou a informar hoje que dois homens comparecem perante a Corte de Magistrados de Westminster, em Londres, acusados de planejar atos terroristas.

O Reino Unido sofreu cinco atentados em 2017, que deixaram 36 mortos e mais de 200 feridos.

"O Reino Unido enfrenta uma ameaça terrorista intensa que é multidimensional, evolui rapidamente e opera a uma escala e ritmo nunca vistos no passado", comentou a polícia londrina nesta terça-feira.


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