Gilmar: "Não podemos pensar em substituir os políticos por funcionários públicos"

Magistrado assumirá comando da Corte eleitoral a partir de fevereiro de 2018, sucedendo o ministro Gilmar Mendes.

Fux vai comandar o tribunal do início de fevereiro até o dia 15 de agosto do próximo ano, isto é, durante todo o período da pré-campanha de 2018.

"Temos que ter a política limpa, ativa, mas não podemos fazer isso de lenda política ou tentar fazer com que todos os políticos sejam considerados elementos negativos da sociedade ou corruptos", disse o presidente do TSE.

Tradicionalmente nas eleições de presidente do TSE o placar é de 6 a 1. Ainda que a eleição seja secreta, na liturgia do tribunal o candidato a presidente acaba sempre votando em seu vice. "Eu tenho a espinhosa missão de substituir duas excepcionais gestões, a do ministro Toffoli e a de vossa excelência [Gilmar Mendes] e creio em Deus que estarei à altura do exercício dessa missão", disse o ministro.

Gilmar disse ainda que o tribunal se preocupa com o financiamento das campanhas em 2018. Pelo critério de antiguidade - que é a regra usada na sucessão dos presidentes do TSE -, a substituta de Luiz Fux será a ministra Rosa Weber. "Todos sabemos que vamos ter uma transição muito tranquila e uma parceria realmente - que já começamos há algum tempo - a três, porque temos discutido todos os temas relevantes". A cerimônia deve ser antecipada em nove dias por conta do Carnaval, que, no ano que vem, coincidirá com o fim do mandato do atual presidente.

A corte eleitoral é composta por sete ministros titulares - três são oriundos do STF, dois vêm do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e outros dois representam a classe de juristas. Fux está no TSE desde 2014. Dos 7 integrantes do Tribunal, 6 votaram em Fux. Inicialmente, ele ocupou uma vaga de ministro substituto. Nos últimos três anos, entretanto, assumiu o posto de ministro titular da Corte eleitoral. "Todos nós estamos absolutamente tranquilos de que o tribunal estará em boas mãos".


Popular

CONNECT