Tribunal argentino decreta prisão preventiva da ex-presidente Cristina Kirchner

A Justiça da Argentina determinou a prisão da ex-presidente Cristina Kirchner, informou O Globonesta quinta-feira (7). A solicitação será levada ao senado da Argentina, que decidirá sobre a retirada da imunidade parlamentar da senadora. O juiz federal Claudio Bonadio também indiciou e pediu que o ex-ministro de Relações Exteriores de Cristina Hector Timerman cumpra prisão domiciliar.

Além disso, apesar de a ex-presidente liderar um grupo formado por apenas 8 dos 33 senadores peronistas e os demais estarem sob comando de Miguel Pichetto, um desafeto de Cristina, ambos os grupos coincidem que pedidos de perda de imunidade só devem avançar em casos de sentença definitiva, o que não é a situação da ex-presidente. Com ela, são também suspeitos o antigo secretário de estado Carlos Zannini, el ex sindicalista Luis D'Elía, o ex líder do partido Quebracho, Fernando Esteche e o político de origem libanesa Yussuf Khalil, que estão todos detidos. O que, na prática, ditou o fim da investigação em curso, liderada pelo procurador Alberto Nisman. Nisman foi encontrado morto com um tiro na cabeça no banheiro de seu apartamento na capital argentina em um caso que até hoje não foi esclarecido e continua sob investigação.

Em sua decisão, Bonadío alegou que a ex-presidente poderia dificultar o processo devido aos contatos que ela possui. Em 2013, o governo de Cristina Kirchner fimou um acordo com o governo iraniano para constituir uma "Comissão da Verdade" para investigar o caso.


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