Após anúncio de Trump, Hamas convoca palestinos a começar terceira Intifada

Nickolay Mladenov falava - numa intervenção por videoconferência a partir de Jerusalém - na abertura da reunião do Conselho de Segurança da ONU, convocada de urgência devido ao anúncio de quarta-feira do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"No presente momento os palestinos precisam decidir: eles podem escolher o caminho da violência, como sempre fizeram, ou então escolher a negociação", disse Danon.

O presidente Donald Trump postou nesta sexta-feira um vídeo para mostrar como seus antecessores, Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama, assinalaram Jerusalém como capital de Israel, mas não atuaram neste sentido.

Haniyeh ressaltou que os palestinos consideram Jerusalém como sendo uma só e a vêem como a futura capital do Estado Palestino.

"Dia 8 de Dezembro será o primeiro dia de uma Intifada contra o nosso inimigo sionista", disse, na quinta-feira, o líder do movimento radical palestiniano Hamas, Ismail Haniyeh, num discurso na Faixa de Gaza.


O Exército de Israel posicionou "uma série de batalhões" na Cisjordânia após as declarações de Trump. Os palestinianos querem fazer de Jerusalém Oriental a capital do Estado a que aspiram. Esse grupo representa um terço dos eleitores republicanos e vê em Israel a realização de profecias bíblicas. Trump também determinou a transferência, para Jerusalém, da embaixada norte-americana.

"Os Estados Unidos têm credibilidade nos dois lados".

Já o embaixador do Egito, Amr Aboulatta, afirmou que a decisão terá um "impacto grave e negativo" no processo de paz.

"Já estamos em contato com outros Estados que farão um reconhecimento semelhante" disse ele em discurso no Ministério das Relações Exteriores.

O anúncio foi condenado de maneira unânime por países do Oriente Médio. "Estamos aqui hoje em um ponto crítico da história da questão palestina e o núcleo da questão é Jerusalém, um ponto crítico da história das nações árabes e muçulmanas após a provocativa decisão, a decisão injusta adotada pela administração dos EUA", afirmou. O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou que seu país não está de acordo com a decisão.


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