35 anos depois, sauditas vão poder voltar aos cinemas

A Arábia Saudita decidiu autorizar os cinemas a partir do início de 2018, após mais de 35 anos de proibição, anunciou nesta segunda-feira o ministério saudita da Cultura e Informação.

Nos anos 80, de acordo com a Reuters, os cinemas públicos foram proibidos no reino, com as autoridades a cederem à pressão dos islâmicos. Voltarão graças ao "ímpeto reformista" do príncipe Mohammed bin Salman, de 32 anos. Riad diz que a economia, abalada pelos preços baixos do petróleo, se beneficiará do crescimento da indústria de entretenimento. "Ao desenvolvermos um sector cultural mais amplo, vamos criar novos postos de trabalho e oportunidades de formação, bem como enriquecer as opções de entretenimento no reino", acrescentou. Mas o governo saudita ainda impõem, por exemplo, que as mulheres tenham a permissão de seu "guardião homem" ou tutor (em geral, algum homem da família, como seu pai ou marido) para solicitar um passaporte, abrir conta bancária ou começar algum tipo de negócio.


Embora os cinemas oficiais sejam inexistentes na Arábia Saudita, o longa-metragem "O sonho de Wadjda", dirigido pela saudita Haifaa Al-Mansur, foi aclamado pela crítica e premiado em festivais como de Veneza, Roterdã e Abu Dhabi.


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