Bloqueio marítimo seria uma "declaração de guerra" — Coreia do Norte

A viagem de quatro dias de Feltman a Coreia do Norte, a primeira de um diplomata de alto nível da ONU desde 2010, começou menos de uma semana depois do anúncio de Pyongyang sobre o teste de um novo míssil balístico capaz de alcançar o território dos Estados Unidos. O aviso foi feito através de um editorial do jornal Rodong Sinmun em que o eventual bloqueio é qualificado como "uma clara violação da soberania e dignidade de um estado independente".

Agência Brasil A Coreia do Norte advertiu neste domingo (10) que um bloqueio marítimo ao país seria "uma declaração de guerra", em referência a uma das novas sanções os Estados Unidos planejam impor ao país Pyongyang após o lançamento de seu último míssil balístico. "[Washington] Tenta, abertamente, impor um bloqueio marítimo contra a República Popular Democrática da Coreia (nome oficial do país) para estrangular sua economia em tempos de paz, o que seria um plano aplicado 'há décadas' para 'aumentar o isolamento' de Pyongyang", diz o artigo.

As novas sanções promovidas pelo governo americano, juntamente com as manobras aéreas realizadas na semana passada na península coreana - as maiores até o momento -, representam "abomináveis atos criminosos visando empurrar para uma situação atual para uma fase de guerra catastrófica e incontrolável", afirmam os norte-coreanos.


A Coreia do Norte voltou a chamar Donald Trump de "senil", depois da decisão do presidente dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, segundo um comunicado divulgado neste sábado pela imprensa estatal.

Na sequência do novo ensaio, Washington defendeu a aplicação de novas sanções a Pyongyang, entre as quais poder-se-á incluir a proibição total do transporte marítimo para a Coreia do Norte, segundo o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson.

Desafiando os pedidos internacionais para que o país se desarme, a Coreia do Norte argumentou que suas armas nucleares e o crescente poder militar são necessários para deter uma potencial invasão dos Estados Unidos.


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