Primeiro arguido do incêndio de Pedrógão

O Expresso especifica que o número de indiciados deverá ultrapassar a meia dúzia.

Já é conhecido o primeiro arguido da investigação do Ministério Público ao incêndio em Pedrógão Grande.

O Diário de Leiria já havia noticiado hoje que o segundo comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria, Mário Cerol, havia sido constituído arguido, informação confirmada pelo próprio, que está a receber apoio jurídico por parte da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Mário Cerol afirmou à Lusa que na passada terça-feira foi ouvido pelo Ministério Público e foi constituído arguido, não podendo falar mais sobre o assunto.

À TVI, Mário Cerol confirmou que é arguido e que está de "consciência tranquila".

O incêndio de Pedrógão Grande foi o mais mortal da história do país.

Os incêndios florestais consumiram este ano mais de 442 mil hectares, o pior ano de sempre em Portugal, segundo os dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Apesar das críticas à sua atuação, o comandante operacional nacional da ANPC, Rui Esteves, manteve-se no cargo, tendo acabado por se demitir, em meados de setembro, devido às polémicas que envolveram a sua licenciatura.

Recorde-se que o fogo de Pedrógão Grande foi o mais mortal da história portuguesa, matou 66 pessoas e feriu mais de 200. O mesmo fez a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.


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