Presidente da associação demite-se!

A presidente da Raríssimas, Paula Brito e Costa, decidiu deixar o cargo na sequência da polémica gerada pelo alegado uso de dinheiros da associação para gastos pessoais. "Esta opção foi estudada pelo gabinete, mas não existe a figura da suspensão temporária no quadro das IPSS e, portanto, saio", revela Paula Brito e Costa, citada pelo Expresso. Entre as provas que corroboram os depoimentos estão vários documentos que mostram transações ilícitas que terão beneficiado Paula Brito e Costa. Esta é uma cabala muito bem feita.

Paula Brito e Costa, ao "Expresso".

O ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, negou que já tinha conhecimento de denúncias de gestão danosa da associação Raríssimas e anunciou uma acção de inspecção à entidade, a começar nos próximos dias.

Antes da posição do Ministério, a direção da Raríssimas divulgou um comunicado na rede social Facebook no qual diz que as acusações apresentadas na reportagem são "insidiosas e baseadas em documentação apresentada de forma descontextualizada", afirmando que as despesas da presidente em representação da associação estão registadas "contabilisticamente e auditadas, tendo sido aprovadas por todos os órgãos da direção".

No caso, que já está a ser investigado pelo Ministério Público, estão também envolvidos Manuel Delgado, atual secretário de Estado da Saúde (que alegadamente recebeu 3 mil euros mensais para fazer a consultoria da instituição durante um ano, recebendo um total de 63 mil euros), e Sónia Fertuzinhos, deputada do Partido Socialista, que chegou a fazer uma viagem para a Noruega paga pela Raríssimas.

"A tomada de posse tem lugar esta tarde, às 19.30, no Palácio de Belém", refere a mesma nota.


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