Maluf deve ser transferido para Brasília nesta sexta

O juiz do Distrito Federal determinou que os exames sejam realizados em Brasília e reiterou a decisão de transferir o deputado imediatamente.

O advogado Marcelo Turbay, que compõe a equipe de defesa de Maluf, se reuniu com o juiz Bruno Aielo Macacari, que ordenou a transferência do deputado Paulo Maluf (PP-SP) para as "dependências da Polícia Federal", em Brasília. O pedido para o parlamentar não ser levado para a Penitenciária da Papuda, em Brasília, e cumprir pena em casa foi feito na quarta-feira por seus advogados.

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), 86, deixou nesta sexta-feira (22) a Superintendência da Polícia Federal de São Paulo, na zona oeste da cidade. Os advogados ressaltam que Maluf sofre com um câncer de próstata e de uma hérnia de disco que dificulta sua locomoção.

"Solicito as providências necessárias no sentido de submeter o sentenciado Paulo Salim Maluf, filho de Maria Stefano Maluf, à perícia médica para fins de análise de prisão domiciliar humanitária, com remessa a este Juízo do laudo respectivo", disse, em ofício expedido à Diretoria do IML, a diretora da secretaria da Vara de Execuções Penais do TJDFT, Tatiana de Souza Guedes.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do DF, a cela em que Maluf deve ficar é coletiva, na "ala de vulneráveis", tem 30 m² e abriga até dez internos. Uma cela com vaso sanitário é fundamental. A ministra destacou que Maluf foi condenado em 23 de maio pela Primeira Turma da Corte, depois de denúncia apresentada "pelo Ministério Público Federal em 19 de dezembro de 2006, exatos 11 anos e 3 dias atrás".


O deputado terá direito a quatro refeições diárias (café da manhã, almoço, jantar e lanche noturno) e duas horas de banho de sol, como todos os outros presos.

As alas A, B e C deste bloco reúnem políticos, idosos, ex-policiais, além de presos com ensino superior.

A transferência de Maluf para Brasília acontece após decisão da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia, que negou, nesta quinta-feira (21), o pedido da defesa para suspender a prisão do parlamentar. Ele também foi condenado à perda do mandato e ao pagamento de 248 dias-multa no valor de cinco vezes o salário mínimo vigente à época dos fatos, aumentada em três vezes.

O deputado foi condenado por lavagem de dinheiro desviado da construção da avenida Água Espraiada (atual Roberto Marinho) enquanto prefeito de São Paulo (1993 a 1996).


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