Venezuela liberta mais oito opositores, 44 no total

A informação foi dada pela presidente da Assembleia, Delcy Rodríguez.

Quarenta e quatro opositores do regime da Venezuela, presos na sequência de protestos no país, foram libertados desde sábado, dia em que a Assembleia Nacional Constituinte recomendou esta medida, divulgou hoje uma organização não-governamental.

Ela acrescentou que "a chancelaria venezuelana fará os trâmites para iniciar este processo declaratório de 'persona non grata'".

Já no caso do Canadá, Delcy Rodríguez disse que a decisão foi tomada pela "permanente, insistente, grosseira e vulgar intromissão" do país nos assuntos internos venezuelanos.

O Governo brasileiro tem feito críticas públicas à gestão de Nicolás Maduro já que além de discordar das ações tomadas pelo líder venezuelano enfrenta dificuldades para acolher milhares de venezuelanos que desse o ano passado fogem da fome e se refugiam nos Estados brasileiros do Acre e Amazonas, localizados perto da fronteira com a Venezuela. "Persistentemente, [ele] faz declarações, faz uso do Twitter, para pretender dar ordens à Venezuela", declarou. Disse ainda que o Brasil aplicará as medidas de reciprocidade cabíveis ao caso.

"Caso se confirme, essa decisão demonstra, uma vez mais, o caráter autoritário da governação de Nicolás Maduro e a sua falta de disponibilidade para qualquer tipo de diálogo", disse em comunicado o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Na época, os governos do Brasil, Argentina, Canadá, Chile, México e de outros sete países americanos condenaram a decisão da Assembleia Constituinte da Venezuela de assumir a função de legislar no lugar do Parlamento Nacional venezuelano. As negociações entre governo e oposição serão retomadas nos dias 11 e 12 de janeiro na República Dominicana. Uma das alternativas á privação de liberdade poderá ser o trabalho comunitário. Para o representante do Fórum Penal, ao governo do presidente Nicolás Maduro interessa reduzir o número de presos para diminuir os custos que eles representam.

Maduro, sucessor de Hugo Chávez, afirma que isso é um absurdo e que todos os ativistas presos estão lá sob acusações legítimas de violência e subversão.

A situação dos políticos detidos faz parte das negociações entre governo e oposição, na República Dominicana, para resolver a grave crise política e econômica que abala a Venezuela.

Países ocidentais e vizinhos latino-americanos têm criticado cada vez mais Maduro, acusando-o de desrespeitar a democracia e os direitos humanos.


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