Modalidade incluída na reforma trabalhista gerou mais de 3 mil empregos

No mês passado, por exemplo, foram contratados 3.067 trabalhadores com contrato intermitente e 231 trabalhadores com contrato parcial. Apesar da tendência negativa, o ministro do trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou que o resultado não indica interrupção no processo de retomada do crescimento econômico, com criação de postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, no entanto, o saldo é negativo, com redução de 178,5 mil postos de trabalho, uma retração de 0,46%. Ao fim de novembro o país tinha 38,62 milhões de trabalhadores com carteira assinada. "Os resultados da reforma trabalhista serão colhidos em 2018", garante.

O único setor que registrou saldo positivo no mês de novembro foi o de comércio, tanto atacadista quanto varejista, com a criação de mais de 68 mil vagas.

Já o retalho apresentou saldo positivo. Também tiveram desempenhos negativos os setores de construção civil (-22.826), agropecuária (-21.761), serviços (-2.972), administração pública (-2.360), indústria extrativa mineral (-1.155) e os serviços de utilidade pública (-814).

A indústria de transformação registrou saldo negativo de 29.006 empregos. O Magazine Luiza, por exemplo, contratou 1.200 pessoas nessa modalidade de contrato, de acordo com ele.

Os dados do Caged de novembro já incluem as novas formas de contrato, informou o Ministério do Trabalho. Em novembro do ano passado, o saldo foi negativo em 116,7 mil postos e, em 2015, as demissões superaram as contratações em 130,6 mil. Nos anos anteriores, com crescimento da economia, houve criação de postos de trabalho. Houve 805 desligamentos por acordo entre patrão e empregados, 744 com contrato parcial e 321 com trabalho parcial acima de 24 horas. A projeção do Ministério do Trabalho é que, com um crescimento do PIB de 3%, sejam criados 1,78 milhão de empregos formais até o fim do ano, na comparação com o mesmo período de 2017. "Fizemos projeção com base nas séries históricas passadas, que não contêm ambiente da reforma trabalhista", disse Magalhães. Os dados já consideram as novas formas de contratação estabelecidas na reforma trabalhista. O Ministério do Trabalho garantiu, contudo, que divulgará a quantidade de trabalhadores com mais de um vínculo.


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