Após sete meses de contratações, Brasil fecha 12,2 mil vagas em novembro

No mês passado, o total de admissões no Estado foi de 40.401, enquanto 46.564 pessoas foram desligadas.

O saldo final de empregos gerados, considerando as contratações e demissões, também é positivo, mostrando que foram 215 admissões no período. O resultado quebra uma sequência de sete meses consecutivos com saldo positivo.

A indústria de transformação registrou saldo negativo de 29.006 empregos.

Apesar de o aumento do desemprego ter derrubado o ministro do Trabalho, a Globo continua firme comemorando a reforma trabalhista [que precarizou a mão de obra no país] e luta pela aprovação da reforma da previdência [que significa o fim da aposentadoria para os trabalhadores]. As regras começaram a vigorar em 13 de novembro.

Passados mais de 30 dias da entrada em vigor da nova legislação trabalhista, o saldo de empregos formais no Brasil insiste em apresentar resultado negativo.

De janeiro até novembro, Joinville foi a cidade que mais gerou empregos no estado: foram 7,5 mil vagas.

SETORES/ Em novembro, o comércio foi o único setor que registrou saldo positivo (tanto atacadista quanto varejista), com a criação de mais de 68 mil vagas.

A maioria das contratações (92%) de trabalho intermitente ocorreu no comércio, o equivalente a 2.822.


O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, considera que os números negativos de novembro são pequenos e que não refletem no crescimento da economia.

A região que mais criou vagas formais foi a Sul, com 15.181 postos. O total ficou em 12.292 demissões.

Dos oito setores pesquisados, sete registraram saldo negativo em novembro, com destaque para indústria da transformação (-29.006 postos), construção civil (-22.826) e agropecuária (-21.761). Isso representa 0,25% em relação ao mês de outubro. A projeção do Ministério do Trabalho é que, com um crescimento do PIB de 3%, sejam criados 1,78 milhão de empregos formais até o fim do ano, na comparação com o mesmo período de 2017. Estão concentrados nas regiões Sudeste e Nordeste e atuam, em grande parte dos casos, como assistentes de vendas.

O saldo de contratos intermitentes foi positivo em 3.067 vagas em novembro. De 2003 a 2014, por exemplo, só teve um ano com saldo negativo no mês: 2008.

Treze das 27 unidades federativas tiveram variação positiva.

As principais classes de atividade da agropecuária que apresentaram saldo negativo de emprego foram cultivo de cana de açúcar (-8.397 postos), especialmente em São Paulo (-3.907 postos), Goiás (-1.115 postos) e Maranhão (-1.630 empregos); Atividades de Apoio à Agricultura (-5.373 postos), em particular em São Paulo (-2.845 postos), Minas Gerais (-1.479 postos) e Mato Grosso (-714 postos); e Cultivo de Uva (-2.534 postos), em particular Pernambuco (-2.260 postos) e Bahia (-173 postos). Ou seja, a tendência de dezembro também será de mais demissões do que contratações.

No caso do Rio Grande do Sul (alta de 0,35%), a liderança veio com a expansão do comércio ( 4.567 postos), agropecuária ( 3.973) e serviços ( 2.031).


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