Contas do setor público registram déficit de R$ 909 milhões em novembro

"No ano passado (em novembro), por outro lado, teve uma despesa com pagamento de precatório que, em 2016, foi concentrada nos últimos meses do ano".

No mês, o governo central (governo federal, BC e Previdência) apresentou déficit de 366 milhões de reais, bem menor que o rombo de 39,876 bilhões de reais de igual período de 2016. As empresas estatais registraram superávit primário de R$ 245 milhões.

Brasília, 28 dez 2017 (AFP) - O setor público registrou um déficit primário de 909 milhões de reais em novembro, muito abaixo do mesmo mês do ano passado, mas voltando a trazer importantes indicadores macroeconômicos negativos.

Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores.

O resultado primário consolidado do mês passado ficou dentro das estimativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de déficit de R$ 2,2 bilhões a superávit de R$ 3,069 bilhões.


No caso da dívida bruta do setor público, uma das principais formas de comparação internacional e que não considera os ativos dos países, como as reservas cambiais, o endividamento brasileiro cresceu.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$30 bilhões em novembro.

Renato Baldini, do BC, observou que o resultado de janeiro a novembro das contas públicas (rombo de R$ 78,26 bilhões) está bem abaixo da meta, restando apenas a contabilização do mês de dezembro para fechar o ano de 2017.

No caso dos estados e municípios, Baldini disse que o resultado foi impactado pelo pagamento do 13º salário. Em doze meses, os juros nominais alcançaram R$402 bilhões (6,17% do PIB), reduzindo-se 0,20 p.p.do PIB em relação ao valor registrado em outubro. Em 2015, o déficit fiscal totalizou R$ 111,24 bilhões.

Além disso, também contou com pelo menos R$ 12,1 bilhões da concessão de usinas hidrelétricas em Minas Gerais e com R$ 3,8 bilhões de blocos de petróleo e gás, mas arrecadou menos (R$ 7,5 bilhões, em relação à expectativa inicial de R$ 13,3 bilhões) com o novo Refis, parcelamento de tributos atrasados.


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