Presidente da Itália dissolve Parlamento antes de eleições

A decisão foi comunicada após reuniões entre Mattarella e o primeiro-ministro, Paolo Gentiloni, e os presidentes da Câmara dos Deputados, Laura Boldrini, e do Senado, Pietro Grasso. O centro-esquerdista Partido Democrático, de Gentiloni, deve estabelecer que a eleição ocorrerá em 4 de março, segundo a imprensa local.

O presidente da República da Itália, Sergio Mattarella, dissolveu nesta quinta-feira (28/12) o Parlamento, que chegaria em breve ao fim de seu mandato, lançando oficialmente a campanha para eleições legislativas aguardadas para março. Desde 2013, a Itália teve três primeiros-ministros: Enrico Letta, Matteo Renzi e Paolo Gentiloni, todos do Partido Democrata (PD).

Gentiloni regressou então ao Quirinal para assinar também o decreto de dissolução, antes de regressar ao Palácio Chigi, sede do chefe de Governo italiano, para presidir ao conselho de ministros.

As sondagens apontam para uma situação de possível ingovernabilidade, em que uma coligação de direita liderada por Silvio Berlusconi poderá ter a chave do poder: a sua Forza Itália tem 16% das intenções de voto, que aliada aos 13% da Liga (extrema-direita) e 5% dos Irmãos de Itália, pode constituir uma maioria de 34%. Segundo nota do gabinete do Presidente, este é o último passo necessário para que o governo possa agendar uma data para novas eleições.


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