Desemprego cai para 12% no trimestre encerrado em novembro

Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional de Domicílios) Contínua (íntegra), divulgada nesta 6ª feira (29.dez.2017) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os trabalhadores por conta própria fechou novembro em 23 milhões de pessoas, ficando estável na comparação com o trimestre junho-julho-agosto, mas crescendo 5% em relação ao mesmo período do ano passado - mais 1,1 milhão de pessoas.

De acordo com informações do G1, em relação ao trimestre anterior, de junho a agosto, a taxa de desocupação recuou 0,6 ponto percentual.

O IBGE também ressaltou que os números, quando comparados com o mesmo período de 2016, evidenciam o aumento no nível de ocupação, que é o percentual de pessoas maiores de 14 anos que estão ocupadas.

"A queda dessa taxa se dá pelo aumento da ocupação e não pela saída de pessoas da força de trabalho", destaca Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O número de pessoas desempregadas ficou em 12,6 milhões de pessoas em novembro, queda de 4,1% ou menos 543 mil pessoas em relação ao trimestre encerrado em agosto.

- O aumento do emprego doméstico, neste momento, tem muito mais a ver com a falta de opção da pessoa em conseguir outro emprego do que em melhora de rendimento da família, proporcionando essa contração.

"O nível de ocupação cresceu porque o número de pessoas ocupadas subiu mais do que a população em idade para trabalhar", disse. Na comparação com o trimestre de setembro a novembro de 2016, essa foi a categoria que mais empregou, com saldo positivo de 512 mil pessoas. Segundo Azeredo, foi a primeira vez que a população ocupada teve aumento significativo.


Já a população ocupada, que era de 91,9 milhões, cresceu 1% em relação ao trimestre anterior, ou seja, mais 887 mil pessoas. O contingente fora da força de trabalhou ficou estimado em 64,4 milhões de pessoas. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando este grupo somou 90,2 milhões de pessoas, a alta foi de 1,9% ou mais 1,7 milhão de pessoas.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada ficou em 33,2 milhões - estável frente ao trimestre anterior (junho-julho-agosto).

Já o número de empregados sem carteira de trabalho assinada foi estimado em 11,2 milhões de pessoas - cresceu 3,8% em relação ao trimestre anterior (mais 411 mil pessoas).

Na comparação com o trimestre de setembro a novembro do ano passado houve aumento apenas na categoria de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, mais 4,8% - o equivalente a R$ 56).

Já a massa de rendimento real dos brasileiros foi estimada em R$ 191,9 bilhões. O total de empregadores cresceu 5,8% ante o trimestre até novembro de 2016, com 243 mil pessoas a mais.

Os números indicam que, embora com número de desempregados superior ao mesmo período do ano passado, o desemprego deixou de crescer. No entanto, em relação ao trimestre encerrado em novembro de 2016, houve crescimento de 2,1%. Frente ao mesmo trimestre de 2016, houve aumento de 4,5% (R$ 8,2 bilhões).

Segundo Azeredo, o aumento da ocupação via empregos informais, que pagam os piores salários, explica a estabilidade na renda média do trabalhador brasileiro, assim como as negociações entre patrões e empregados para manter salários sem reajustes ou com reajustes baixos, por conta da conjuntura econômica, que ainda ensaia uma recuperação.


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