Marcelo diz que 2017 foi "estranho e contraditório"

Depois de identificar as "reconfortantes alegrias" e as "profundas tristezas" que dominaram o ano de 2017, o chefe de Estado falou do "futuro", exigindo que 2018 seja "o ano da reinvenção" que "é mais do que mera reconstrução material e espiritual". "Sem dúvida iniciada no ciclo político anterior, mas confirmada e acentuada neste, que tão grandes apreensões e desconfianças havia suscitado cá dentro e lá fora". "Se o ano tivesse terminado a 16 de junho podíamos falar de uma experiência singular em que se somam vitórias", disse Marcelo.

Numa intervenção enviada hoje à Agência ECCLESIA, pela assessoria para a Comunicação Social do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa recorda a passagem "histórica" do Papa Francisco pelo Santuário de Fátima, por ocasião do Centenário das Aparições, nos dias 12 e 13 de maio.

Fez o balanço do ano que passou, sem esquecer os trágicos incêndios de junho e de outubro.

Também um ano em que Portugal festejou conquistas na "música", com a vitória de Salvador Sobral no Festival Eurovisão da Canção; no "turismo", com a receção de vários "galardões" a nível internacional, e também triunfos "no digital, nas artes, na ciência ou no desporto" que colocaram "Portugal como destino cimeiro universal".


A tragédia dos incêndios, que tiveram como consequência mais de 100 mortos, levou o Presidente da República a "apelar a que, naquilo que falhou em 2017, se demonstre o mesmo empenho revelado naquilo que nele conheceu êxito, exigindo a coragem de reinventarmos o futuro". E insistiu: "Reinvenção da confiança dos portugueses na sua segurança, que é mais do que estabilidade governativa, finanças sãs, emprego crescente, rendimentos, é ter a certeza de que nos momentos críticos as missões essenciais do Estado não falham, nem se isentam de responsabilidades". José Matos Rosa, secretário-geral do partido, defende que "o Estado falhou às pessoas" e é preciso "refletir sobre como o Estado, o governo e a classe política podiam ter respondido melhor às necessidades do país".

Com um tom de esperança, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que em 2018 é preciso transformar as tragédias em "razão mobilizadora de mudança, para que não subsistam como recordação de irrecuperável fracasso".

O Presidente da República pediu uma "reinvenção com verdade, humildade, imaginação e consistência", que passe pela "redescoberta" de "vários Portugais, esquecidos, porque distantes, dos que, habitualmente, decidem, pelo voto, os destinos de todos".


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