Temer desiste de deputado vetado por Sarney para o Ministério do Trabalho

Pedro Fernandes foi indicado pela cúpula do PTB para substituir Ronaldo Nogueira no Ministério do Trabalho, mas, nesta terça-feira (2), afirmou à TV Globo que sua nomeação para o primeiro escalão de Temer não havia sido confirmada em razão de um veto de Sarney.

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, o motivo para a rejeição de Pedro Fernandes seria sua aliança com o PCdoB no Maranhão, reduto eleitoral dos Sarney, e com o atual governador do Estado, Flávio Dino.

Diante do impasse, o presidente Michel Temer pediu ao PTB que indicasse outro nome, mas a bancada da legenda reagiu.

Um dos principais partidos da base de apoio do governo Temer, o PTB determinou o voto fechado a favor da reforma da Previdência e não vai aceitar o ingresso de novos deputados que tenham votado contra o presidente da República nas denúncias da PGR ou se posicionado de forma desfavorável às mudanças nas regras da aposentadoria.

- Não aceitamos outra indicação.


"Infelizmente, não deu, devido ao embaraço que eu crio na relação do presidente Michel Temer com o ex-presidente José Sarney", disse.

O nome de Fernandes estava desde a semana passada sob avaliação do Palácio do Planalto.

Em 2009, Moraes causou polêmica ao dizer que estava "se lixando para a opinião pública" quando defendeu o ex-deputado federal Edmar Moreira (sem partido-MG).

Pedro Fernandes passou a ser cotado para o Ministério do Trabalho depois que Ronaldo Nogueira pediu demissão do comando da pasta na última quarta-feira (27). No mesmo dia em que saiu da pasta, ele publicou nova portaria sobre a definição de trabalho escravo; que deixa mais rígidas as definições do que leva à punição do empregador.

Na data, Fernandes disse que havia sido convidado por Jovair Arantes e que não disputaria um novo mandato neste ano. "Foi um susto, mas estou topando".


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