Fujimori permanece estável após 10 dias em hospital no Peru

O ex-presidente, que governou o país durante a década de 1990, deixou o hospital sorridente e cumprimentando os muitos jornalistas e partidários que haviam se reunido em frente à clínica onde o político foi internado no dia 23 de dezembro devido a um quadro de "hipotensão" e "arritmia" antes de receber o indulto.

Fujimori, de 79 anos, chegou a uma casa num setor exclusivo do distrito de La Molina acompanhado por seu filho mais novo, Kenji, que foi buscá-lo na clínica Centenario.

Tanto Kenji como Keiko Fujimori, filha mais velha do ex-presidente e líder do partido fujimorista Fuerza Popular, publicaram vídeos e fotos com o pai, mencionando a alegria do momento e rebatendo à críticas de vários usuários nas redes sociais, os quais criticaram o suposto estado delicado de saúde de Fujimori.

No hospital, o ex-ditador foi submetido a várias análises e tratamentos para atender aos problemas de saúde que justificaram, segundo as palavras de Kuczynski, o indulto humanitário.

Alberto Fujimori, engenheiro de origem japonesa, foi condenado a 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra a humanidade, por ter ordenado o assassínio de 25 pessoas por um esquadrão da morte durante a guerra contra os guerrilheiros do Sendero Luminoso (extrema-esquerda maoísta).


Cumpriu 12 anos da sentença e a 24 de dezembro último foi perdoado por Kuczynski.

O indulto dado por Kuczynski causou uma série de protestos. Em comunicado, o comitê executivo do partido expressou satisfação pela liberdade do seu fundador, embora tenha discordando "da forma como ela foi alcançada".

Horas antes da saída de Fujimori da clínica, cerca de cem de seus apoiadores compareceram à casa de Kuczynski para agradecer-lhe pelo indulto humanitário outorgado ao ex-governante.

Nas imediações da casa do chefe de governo, os manifestantes soltaram pombas brancas e afirmaram que "se fez justiça com o melhor presidente do Peru".


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