Militar pede cautela com gesto de apaziguamento da Coreia do Norte — EUA

A Coreia do Norte há muito tempo afirma que os exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul são uma preparação para uma invasão ao país.

Segundo o porta-voz do Ministério para a Reunificação, Baek Tae-hyun, na agenda das conversações estão os Jogos Olímpicos de inverno em PyeongChang, em fevereiro, e a melhoria das relações bilaterais.

Seul então propôs realizar a reunião na próxima terça e o Norte decidiu reabrir, na última quarta, as linhas de comunicação em Panmunjom após dois anos em desuso para facilitar os contatos.

Sinal do aumento do controlo de Pequim e Pyongyang, apenas 1.127 norte-coreanos conseguiram chegar ao Sul no ano passado, um número que diminuiu 21% em relação a 2016 e o mais baixo desde 2001, sublinhou o Ministério para a Unificação sul-coreano.

Esta semana Donald Trump entrou numa troca de afirmações com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, sobre o tamanho e a força do seu "botão nuclear", depois do norte-coreano ter dito que tinha um botão nuclear na sua secretária.


O anúncio do encontro bilateral também ocorre um dia depois que Coreia do Sul e Estados Unidos disseram que atrasarão o início das manobras militares anuais para que não coincidam com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de PyeongChang, que serão realizados do dia 9 de fevereiro a 18 de março.

O Departamento de Defesa dos EUA, o Pentágono, nega as alegações de que os EUA realizarão uma operação militar contra a Coreia do Norte.

A primeira e mais conhecida linha de comunicação foi estabelecida em 1971, segundo a "Korea Exposé", em dois edifícios com menos de 100 metros de distância entre eles: um na Coreia do Sul, "House of Freedom" ("Casa da Liberdade") e outro nos escritórios de Panmungak, na Coreia do Norte.

"Não é um exagero dizer que o ambiente de segurança à volta do Japão está no seu pior nível desde a II Guerra Mundial", declarou aos jornalistas. Nos últimos meses a tensão na Península da Coreia tem estado elevada na sequência dos ensaios e testes nucleares e balísticos, seguidos de afirmações diplomáticas duras e de sanções contra Pyongang.


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