Venezuela confirma prisão de brasileiro acusado de atividades contra Maduro

O catarinense de 31 anos foi detido no dia 28 de dezembro pelas forças de segurança da Venezuela, no estado de Vargas. Diniz estava na Venezuela havia uma semana para fazer doações a crianças carenciadas quando foi preso.

Nesta 6ª feira (5.jan), a embaixada do Brasil em Caracas reiterou pedido de autorização para visita consular ao cidadão brasileiro.

O anúncio da prisão foi feito pelo parlamentar socialista Diosdado Cabello no programa que dirige no canal estatal VTV.

Sem dar detalhes sobre o real paradeiro do brasileiro, o governo venezuelano disse que ele está bom estado de saúde, detido em local detido em instalação de órgão de segurança local. Segundo a agência oficial de notícias do país, o jovem é acusado de manter atividades desestabilizadoras contra o regime de Nicolás Maduro. Eles fariam parte da Organização Não Governamental Time to Change the Earth ("tempo de mudar a Terra", na tradução em português). O governo venezuelano acusa o brasileiro de presidir uma ONG de fachada, e de ser, na verdade, membro de uma organização criminosa.

A família de Jonatan vem divulgando apelos nas redes sociais pela liberdade do jovem (https://www.facebook.com/liberdadeparajonatan). Uma página foi criada para disseminar informações e mobilizar pessoas. Petições online também foram criadas para angariar apoios. No entanto, informa que, "até o momento, as autoridades policiais não responderam, apesar dos reiterados pedidos brasileiros, formalizados por notas diplomáticas".


Em nota, o Itamaraty afirma que "procurou inúmeras vezes as autoridades desse país, tanto em Brasília quanto em Caracas", mas não obteve resposta.

Juliano Diniz, irmão de Jonatan, disse ao portal G1 que a família foi informada sobre a prisão por uma amiga do brasileiro. A Embaixada da Venezuela em Brasília foi acionada, mas também não forneceu informações sobre a situação do brasileiro.

Na noite desta quinta-feira (4), o governo brasileiro emitiu uma nota a respeito da situação do brasileiro Jonatan Moisés Diniz, que está preso na Venezuela.

"O Brasil solicita às autoridades da Venezuela que respondam rapidamente aos diversos pedidos de informação sobre a localização de nosso compatriota e sua situação jurídica, bem como de visita consular, cursados nos termos das convenções internacionais e de acordo com as obrigações assumidas pelos dois países à luz do direito internacional", completava o texto.


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